Dividindo a cruz que deveria ser toda minha

Neste exato momento são 1:39 hs da manhã . Estou aqui em meu sofá com meu Notebook, elaborando este artigo ao som de Anderson Freire ( Música “meu hospital” ). Amo a madrugada para refletir.

Há poucas semanas atras foi a Páscoa e, diferente de muitos, não me encanto com o consumismo e a celebração fora de contexto. Apesar de amar chocolate, do doce ao amargo, eu não enfatizo isso.

Desde a data em questão, quando sou levada a analisar mais profundamente a história da crucificação, estou querendo compartilhar um pensamento que foi despertado em mim. Acredito que tudo que é construtivo e nos leva a repensar em conceitos impostos inconscientemente, deve ser levado a sério.

Na semana santa, logo pensei: Vou descansar, fazer alguns passeios que não demandem grandes gastos e nem esforços para que eu não me cansei. Afinal, quero relaxar e não ganhar dores de cabeça. Mas acabou que fiquem casa na sexta-feira santa e, quer saber? Foi a melhor coisa que aconteceu naquele dia.

Em minha sala de estar, decidi largar a internet, deixei o trabalho de lado é simplesmente fui ver TV. Isso! Ver TV… Parece coisa ultrapassada, né? Mas foi a melhor coisa que me aconteceu. Só pedi a Deus que não passasse novamente o filme ” Jesus de Nazaré” rsrs.

Pois bem! Aconteceu que realmente não passou esse filme. Foi passado ” A Paixão de Cristo” e acreditem! Nunca havia visto.

Com o passar das cenas, várias delas me chamaram a atenção e me levaram BA interpretar de uma forma diferente do conceito original.

A cena que venho comentar com você hoje, é a que os soldados mandam um judeu africano, chamado Simão, ajudar a Jesus a carregar a cruz, porque Cristo estava desfalecendo. O judeu olhou para sua família e, como forma de se proteger e para não correr o risco de desamparar sua família, reluta com o soldado dizendo que aquela cruz não pertencia a ele e nenhuma culpa ele ( judeu ) tinha para que carregasse aquela cruz. Mas com o passar das cenas, era nítido compreender o posicionamento daquele homem. Ele não era um mal caráter, ele apenas tinha medo. Medo de deixar a esposa e seu filhinho desamparados, medo dá dor, medo de morrer…

Ao carregar a cruz, diversas vezes Jesus caia e este homem o ajudava a levantar fazendo com que Jesus se erguesse novamente e continuasse sua caminhada para o calvário. Neste momento, eu me perguntei:

✔QUAL A IMPORTÂNCIA DAQUELA CENA?

✔POR QUE FIZERAM QUESTÃO DE INSERI-LA? Visto que demostrava DEUS FILHO “dependendo” de um ser humano comum.

Se o objetivo do filme era mostrar o sacrifício de Jesus por nós e a vitória da cruz, POR QUE MOSTRAR UMA CENA DE FRAQUEZA E DEPENDÊNCIA?

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Sabe, demorei um bom tempo me perguntando até que os pensamentos foram “clareando”. Comecei a pensar no porquê de Jesus passar por tudo aquilo. Por nós, por amor, para nossa salvação, etc.

Mas qual o significado daquela ajuda, visto que aquele propósito teria que ser cumprido por Jesus? Curioso.

Aquela ajuda significa a nossa parte. A NOSSA PARTE! Jesus morreu para nossa salvação. Mas, sabe de uma coisa? Só quem pode anular sua salvação é você.

Você “anula sua salvação” quando vira as costas pra Jesus, quando coloca país, esposa, marido, filhos, amigos antes dEle. Quando você simplesmente se cansa de se sacrificar em prol de Cristo. Sacrifício este, que seria muito maior para alcançar a salvação se não fosse o amor de Cristo, o nosso amigo.

Você consegue realizar sacrifícios todos vós dias Levanta cedo, trabalha doente, cuida de um familiar mesmo sofrendo junto e por aí vai. Mas quando chega no momento de carregar a sua cruz, você acha muito, diz que não é tua. A maior parte da trajetória Jesus já fez. Agora só tem uma pequena parte.

Não pense que a cruz não é sua. A cruz não foi feita para Ele é contudo Ele se apoderou dela por você com seu amor é coragem.

Seja forte e corajoso! Ainda tem um pouco de cruz para carregar e esta cruz chama-se “renúncias e escolhas”. Renunciar a si mesmo e escolher seguir os passos de Cristo, mesmo que em algum momento doa, cause sofrimento, choro, canse, sangre ou pareça que não vale a pena é a forma de você dizer que o ama e quer está disposto a enfrentar renúncias para estar com Ele por toda eternidade.

Não desista da parte que resta da cruz. Esta parte é individual e muito menor do que seria caso Cristo não a carregasse por nós.

Deixo aqui um trecho de uma música que fala muito sobre nossa parte, tão pequena, de cruz.

“Ainda existe uma cruz pra você carregar
Não se deixe enganar
A porta é estreita
O caminho é árduo pra você trilhar
Não se deixe enganar
Ainda existe uma cruz
Ainda existe um preço a pagar”

(Ainda existe uma cruz/ Diante do Trono. Composição: Ana Paula Valadão Bessa)

Espero, de coração, que algo possa ter mudado em sua visão sobre a vida, sobre suas escolhas e renúncias diárias, sobre Cristo e sobre você.

Deixe seu comentário descrevendo o que entendeu sobre o artigo, qual 9 seu posicionamento e quais são suas dúvidas sobre o assunto em questão. Este é um artigo de reflexão e sua participação é de extrema importância.

Obrigada pela visita e aproveitando a oportunidade, te convido a seguir minhas redes sociais para ficar por dentro de todos os conteúdos.

Um forte abraço, Li Siqueira.

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